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Barcelona joga um negócio chamado futebol

03/12/2010 15:50

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Foi um espetáculo primoroso de futebol. O Barcelona venceu todos os duelos: Puyol x Cristiano Ronaldo, Pedro x Marcelo, Villa x Sérgio Ramos, Xavi x Xabi Alonso, Khedira x Iniesta e Busquets x Ozil. O Real Madrid não fez nada que mereça registro positivo, foi simplesmente massacrado pelo time de Pep Guardiola, que apenas manteve seu estilo.

Líder da Liga e invicto sob o comando de Mourinho, até a bola rolar no Camp Nou o Madrid foi muito respeitado pelo Barcelona. Na entrevista coletiva de domingo, cuidadosa e politicamente correta, Guardiola parecia preocupado, cheio de caretas. Mas a tensão pré-clássico se desfez com as escalações, com ambos os treinadores optando por suas equipes ideais.

Com Benzema no lugar de Higuaín, Mourinho manteve o sistema e o esquema. O Madrid entrou em campo acreditando que bastaria se posicionar corretamente para vencer o jogo. O treinador português foi perfeito ao definir que seu time ainda não está pronto, ao contrário do grande rival. Pronto ou não, é preciso pressionar, marcar e correr. 

O Barcelona é posse de bola e passe, movimentação, talento individual e um estonteante sentido coletivo. Nada contra as pedaladas de Cristiano Ronaldo, mas alguém se lembra delas? Desapareceram quando Pedro fez 2 a 0. A diferença estava no jogo colaborativo, na capacidade de tocar a bola e de se infiltrar num sistema defensivo cuja marca registrada foi a passividade.

Quando o zagueiro Pepe surgiu no meio de campo, acima dos volantes Xabi e Khedira, para tentar desarmar, ficou claro que o grupo de Mourinho não apresentava a postura correta para um visitante no Camp Nou, principalmente no caso do Real Madrid. Pepe cobrava mais participação.

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Xabi e Khedira apenas observaram o jogo. O mundo sabe como Xavi e Iniesta jogam. Pedro na direita e Villa na esquerda servem para abrir o time, expandir as fronteiras. Messi joga ao lado dos construtores do futebol blaugrana e acaba se tornando mais um problema para a marcação já fragilizada na faixa central. Se já estava difícil marcar a dupla da seleção espanhola, no segundo tempo, com o argentino aceso, ficou pior.

Mourinho percebeu no vestiário que o melhor a fazer era trancar o time, fortalecer o meio-campo com Lass Diarra e, mesmo assim, levou mais três. O Madrid começou e terminou a partida parecendo um time de pebolim, certinho e duro. Foi um vexame histórico, uma decepção em todos os sentidos. Jogou muito, muito mal.

Foi o quarto 5 a 0, a quarta “manita” na história do confronto tendo o Barça como mandante. E um privilégio poder acompanhar tudo de perto, muito perto com a equipe da ESPN. 

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1934/35 Barcelona 5 - Real Madrid 0
1944/45 Barcelona 5 - Real Madrid 0
1993/94 Barcelona 5 - Real Madrid 0
2010/11 Barcelona 5 - Real Madrid 0

 

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